Classificação de ativos críticos

Sabe-se que os recursos do setor de manutenção de uma empresa, tanto em termos financeiros, mão-de-obra e tempo, são limitados. Portanto, faz-se necessário definir prioridades e focar esforços, a fim de aumentar a confiabilidade dos ativos de maneira eficiente.
Nesse sentido, a criticidade é o atributo que expressa a importância de uma máquina ou equipamento dentro de um processo, ou seja, o quanto um equipamento é indispensável dentro do contexto operacional de um sistema. Com base na criticidade de ativos, é possível definir um nível de priorização de ações da manutenção, buscando garantir que o sistema produtivo funcione o mais próximo possível de sua capacidade nominal.

Como classificar ativos

É claro que sempre há uma ideia geral, principalmente entre colaboradores com mais tempo de empresa, de quais são as máquinas ou equipamentos mais críticos. Porém, profissionais de diferentes setores, com diferentes visões e de diferentes negócios, podem discordar sobre quais seriam eles.
Logo, essa “intuição” geralmente não é suficiente para garantir uma tomada de decisão assertiva, visto que a definição de criticidade é complexa e pode envolver diversas variáveis.
Para ajudar nessa tarefa, existem métodos mais estruturados, como o método ABC.Esse método pode ser aplicado a qualquer ramo de atividade tais como indústrias, hospitais, supermercados, centros comerciais entre outros, com poucas adaptações.

Seis critérios devem ser levados em conta

  1. Segurança: Máquinas perigosas, como prensas, guilhotinas e outras que, ao apresentarem falhas, podem causar sérios danos à saúde do trabalhador que a opera;
  2. Qualidade do produto: Algumas máquinas realizam processos de alta precisão e, desta maneira, o menor nível de desalinhamento pode acarretar em perda de qualidade do produto fabricado;
  3. Impacto na produção: Falhas em máquinas gargalos no processo produtivo podem impactar fortemente na produtividade da empresa. Em alguns casos, podem até mesmo ocasionar em paradas totais da produção. Portanto, esse é um critério extremamente importante na análise de criticidade;
  4. MTBF / Confiabilidade da máquina: Esse critério faz uso do indicador MTBF que trata do tempo decorrido entre falhas em uma máquina;
  5. MTTR / Tempo de Reparo: Esse critério faz uso do indicador MTTR que trata do tempo médio necessário para que a máquina volte a executar suas operações usuais;
  6. Custo de manutenção: Dinheiro gasto no conserto de uma máquina específica que venha a apresentar falha. Esse gasto varia de acordo com a falha ocorrida, porém, de maneira geral, é possível inferir se o ativo requer altos gastos com peças de reposição (ex: item importado).  

Seis critérios com 3 níveis de impacto

  1. Alto impacto;
  2. Médio impacto;
  3. Baixo impacto.

Fluxograma decisional

Dessa forma, as máquinas serão classificadas da seguinte maneira:

A: Equipamentos altamente críticos;

B: Equipamentos moderadamente críticos;

C: Equipamentos de baixa criticidade.

Além do ABC, existem outros métodos de avaliação da criticidade de máquinas, como a matriz GUT, o RCM e o FMEA. 

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Eng. Daltro Coutinho